O dia nas residências com gatos começaria suuuuuper tranqüilo... E cedo! Já às 6 da manhã o dono seria acordado pelo gato batendo na porta do quarto, ou simplesmente pulando na sua cama e berrando: “Ei! Não é você que limpa meu cocô?! Então?! Tá na hora! Meu banheiro tá fedendo!” Logo em seguida ele emendaria com algo do tipo: “E aproveita pra encher minhas tigelas de comida e água, que eu já me fartei durante a noite.”
Mais tarde, quando o dono saísse para o trabalho, ouviria coisas simpáticas como: “Já vai tarde, hein? Vou aproveitar pra bagunçar sua sala e comer suas plantas, tá? Mas vê se não demora muito a voltar, porque eu não gosto de ficar sozinho.”
E quando ele voltasse pra casa? Nada de gatinho se esfregando na sua perna e miando baixinho. É ruim, hein? Seria recebido com o mesmo esfrega, esfrega, mas as frases não seriam nada meigas: “Coceira maldita! Você acha que é meu amigo, mas nada de tratar das minhas pulgas. Já que você não me ajuda, vou me coçar nas suas pernas, então!”
Donos de gatos, com certeza, também teriam que lidar com comentários simpáticos todos os dias:
“Ei! Eu preciso de um pouco de atenção! AGORA!”
“Não sei porque diabos vocês compram sofás sem buracos, realmente não entendo! Todas as vezes eu tenho que fazê-los!"
"Ah, quer me fazer carinho, é? Ok, agora eu deixo! MAS MEU NOME É ATILLA, NÃO FOFINHO DA MAMÃE!"
E quando o dono recebesse a namorada em casa? Seria um choramingo só: “Você não gosta mais de mim. Me troca por essa sirigaita sobre duas patas. Snif, snif. Seu ingrato, quando você está sozinho, é a mim que você procura”.
E caso a namorada não gostasse de gatos, teríamos um prato cheio para a falsidade dos felinos: “Olha como eu sou fofo. Olha como eu também quero carinho. Por que você não gosta de mim? Por que você não quer brincar comigo? Deixa eu me roçar nas suas pernas? Eu quero ser seu amigo. Eu gosto de você”. E nem adiantaria ela explicar que é alérgica, que não pode chegar perto de gatos, ele rapidamente responderia: “Ah é, sua sirigaita vagabunda?! É essa a desculpa que você usa pra roubar meu dono de mim? Pois veja bem o que eu faço com a sua alergia!” pulando, em seguida, sobre a cama e se esfregando nos lençóis onde os dois costumam dormir.
Ah, sim! A noite nas casas com gatos seria uma festa! Todos os dias! Donos e vizinhos iriam ter que aturar hits como “História de uma gata” e “Atirei o pau no gato”. Imagina!
“Nós gatos, já nascemos pobres! Porém, já nascemos livres!”
Mas como todo dono de gato é meio maluco, acredito que apesar de todos esses probleminhas, eles ainda seriam facilmente ludibriados por seus bichinhos e conseguiriam tirar da cachola pérolas como: “Não é uma fofura? Ele está afiando as unhas no nosso sofá novo! Que coisa linda! É o instinto animal...” ou “Gatos são os bichos mais limpos que existem. Eles estão sempre nos mandando limpar a caixa de areia.”
Mas ainda acho que uma amiga minha, muito esperta por sinal, é que está com a razão. Segundo ela: “gatos não precisam falar. Eles só precisam indicar quando o pote de comida está vazio. Eles não iriam se sujeitar a falar conosco. Isso é baixo nível... É coisa de golfinho”.
Ah, e antes que os donos de gato se revoltem... Ela tem gatos, tá?
Um comentário:
mas eles falam...
http://youtube.com/watch?v=GVzJj9Bio5g
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